Nada melhor do que incorporar de vez as receitas japonesas ao dia a dia e colocar a mão na massa para fazê-las em casa de forma econômica.

A moda pegou e a comida japonesa caiu no gosto do brasileiro. A prova é que os restaurantes “japas” fazem cada vez mais sucesso, apesar dos tradicionais pratos japoneses serem tão diferentes dos que são feitos no Brasil. Mas, afinal, o que o shiitake,  sukiyaki e  sashimi têm a ver com  feijoada,  churrasco e  vatapá, tão populares por aqui?

O umami, gosto que provoca intensa salivação e prolongação de sua percepção no paladar, é o fator comum das duas culinárias. Em todos os pratos citados acima há a predominância desse gosto, que é representado pelo aminoácido glutamato. A descoberta do 5o gosto, aliás, foi feita por um cientista japonês, há mais de cem anos. Depois, vieram as comprovações de que ele está presente na carne e no tomate, entre outros alimentos que compõem vários pratos “brazucas”.

O tradicional shiitake na manteiga, tão apreciado pelos brasileiros, é um bom exemplo de prato umami, assim como o sukiyaki, que, além do shiitake, leva ainda carne vermelha, vegetais e molho à base de caldo de peixe. Outros exemplos são o guioza (pastel de carne cozido e legumes fritos), o yosenabe (caldeirada de peixe, com molho à base de alga kombu e raspas de peixe bonito seco) e o sashimi, considerado um dos pratos mais refinados da culinária japonesa e que pode ser feito com salmão, atum, camarão e vieira.

Já que há familiaridade entre a cozinha brasileira e a japonesa, nada melhor do que incorporar de vez as receitas japonesas ao dia a dia e  colocar a mão na massa para fazê-las em casa de forma econômica, não é?

– Robalo empanado com dashi umami

Robalo Kombu Jime

Espaguete de cogumelos

Rabada Sakagura

– Salmão com legumes