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Alimentos umami como pescados, tomate e alho fazem parte da culinária apreciada em muitos países.

Não é à toa que a culinária mediterrânea tem ocupado cada vez mais espaço. Patrimônio Cultural da Unesco, a dieta é equilibrada e diversificada, além de muito umami, o que faz com que ela seja apreciada por diversos países. Pescados, alho, tomate, leguminosas, hortaliças, azeite de oliva, frutas e mariscos são algumas das opções que não faltam nesta cozinha. Mas, ainda existe confusão sobre o que é a dieta do Mediterrâneo.

Muitas pessoas acreditam que o termo “dieta”, nesse caso, refere-se a uma seleção de refeições para perder peso, o que está longe de ser uma verdade. “A dieta mediterrânea é muito mais do que um padrão nutricional. Ela inclui receitas, métodos de cozimento, festas, costumes e produtos típicos. É um hábito de vida, e não necessariamente uma dieta para perder peso”, explica Mariana Rosa, nutricionista do Comitê Umami.

A sua origem ainda é incerta. Acredita-se que ela tenha surgido com os árabes, que trouxeram para a costa do Mediterrâneo ingredientes como nozes, arroz, espinafre, laranjas e outras especiarias. Mas, ela se consolidou mesmo com influências de países bastante diversos, como Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Turquia, Síria, Líbano, Israel, Egito, Marrocos, o que justifica a variedade de ingredientes e a diversificação de receitas.

Entre as principais características da dieta do Mediterrâneo estão a ingestão de grãos, leguminosas, hortaliças, frutas, azeite de oliva, ervas e cerais, além de alimentos umami como o tomate, a batata, o alho, os pescados e os frutos do mar. O vinho também faz parte da culinária, mas deve ser consumido com moderação.

Como toda gastronomia, a culinária mediterrânea também possui seus pratos típicos. “Tortilla de patatas, com ovos e batatas, e salada com queijo feta são dois pratos muito apreciados na Europa, e relativamente comuns no dia a dia”, comenta Mariana. O queijo feta é um produto grego tradicional, feito a partir da mistura de leite de cabra com leite de ovelha.

Claro que a dieta mediterrânea pode trazer, sim, inúmeros benefícios à saúde: reduz níveis de colesterol ruim, por meio do consumo de oleaginosas; melhora o funcionamento do intestino, em decorrência da presença de fibras; e tem ação antioxidante, já que prioriza o consumo de peixes. “Além disso, o azeite de oliva possui ácido graxo monoinsaturado, que auxilia no aumento do nível de colesterol bom, favorecendo a saúde do coração”, finaliza.

Como de costume, veja aqui uma receita típica da culinária mediterrânea.