20150120-tomate-d1Favorito de muitas pessoas, o tomate é lembrado como acompanhamento de massas, pizza, lanches e saladas do dia a dia. Um dos motivos da aceitação (quase) unânime é a presença do quinto gosto.

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O fruto tem 246 mg de glutamato livre – aminoácido que proporciona o gosto umami. A concentração pode variar bastante, dependendo do tipo de tomate (fique por dentro das variedades de tomate) o que influencia na intensidade do quinto gosto. Quanto mais maduro, mais glutamato – logo, mais umami.

Antepassado

Pela sua boa combinação com a culinária italiana, muita gente pode pensar que o tomate teve origem naquele país, mas, na verdade, ele vem da região da América Central.

Quando descoberto, ele não era redondo como conhecemos hoje. Os primeiros eram parecidos com tomates cerejas, o que confundia os nativos do Peru – que achavam que esses tomatinhos eram pequenas pimentas. Com o passar do tempo, diferentes temperaturas e territórios, o tomate foi se modificando naturalmente até chegar a essa gama de variedades que temos hoje.

Há indícios de que entre os períodos de 1809 a 1824 o tomate, já na forma arredondada, começava a ser cultivado no Estado da Virgínia, nos Estados Unidos, e que no fim do século 19 já estaria completamente disseminado na Europa.

Em terras brasileiras

Não se sabe a data exata em que o tomate foi descoberto no Brasil, mas, independentemente disso, ele faz parte da nossa culinária há muitos anos, seja na moqueca, no cuscuz paulista ou no sanduíche de Bauru.

Sua colheita é feita manualmente e sua produção agrícola está concentrada no Sudeste e Centro-Oeste do país.

Entre suas características nutricionais destacam-se as vitaminas do complexo A e B, minerais como fósforo, potássio e cálcio, bem como a presença de frutose, ácido fólico, vitamina C e licopeno – antioxidante que dá a cor vermelha ao tomate e é um conhecido agente protetor contra o câncer de próstata.

Alguns tipos de tomate são mais utilizados no Brasil, cada um com um uso mais adequado. Veja: 

Caqui

No paladar: apresenta acidez e frescor. É firme e tem boa conservação.

Uso ideal: saladas, pizzas, e vinagrete.

Formato: Redondo

Carmem

No paladar: Não é muito apreciado pelos chefs de cozinha, por não apresentar gosto acentuado. É firme e tem boa conservação.

Uso ideal: Saladas, recheios e vinagretes.

Formato: Redondo

Débora

No paladar: Menos carnudo, tem mais sementes e água.

Uso ideal: Molhos e principalmente na produção de tomate seco

Formato: Levemente achatado nas extremidades

Italiano

No paladar: É adocicado, tem polpa mais sólida, poucas sementes e é o mais delicado.

Ideal: Molhos, purê de tomate, sopas e na produção de tomate seco.

Formato: Alongado e oval.

Holandês

No paladar: Baixa acidez e doçura acentuada.

Ideal: Saladas, molhos e pratos preparados em forno.

Formato: Redondo, levemente achatado nas extremidades. É vendido em ramos, como é colhido.

Cereja

No paladar: Conhecido como mini-tomate, tem gosto intenso, adocicado e com alto teor de água.

Uso ideal: Canapés, saladas e como decoração para finalizar pratos.

Formato: Pequeno e redondo como uma bola de gude.

Sweet Grape

No paladar: Características semelhantes ao tomate cereja, gosto doce, intenso e com teor grande de água.

Uso ideal: Saladas e como guarnição para peixes e queijos.

Formato: Pequeno e alongado.

*Fonte: http://www.feagri.unicamp.br/tomates/consumidordicas1.htm

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